quarta-feira, dezembro 7, 2022
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Angola Lança Relatório Especial do Sector Petrolífero na Angola Oil and Gas (AOG) 2022

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O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás de Angola (MIREMPET) lançou o seu Relatório Especial sobre o Sector Petrolífero durante a cerimónia de abertura da Conferência e Exposição Angola Oil&Gas (AOG) 2022 (http://bit.ly/3UyBCpP) na terça-feira.

Servindo como uma iniciativa do MIREMPET com base no Decreto Presidencial que institui a Comissão Interministerial para o Reajustamento do Sector Petrolífero (CIAROSP), a publicação oferece uma análise aprofundada dos impactos das prolíficas reformas do sector energético de Angola até à data, bem como como metas futuras de crescimento até 2030.

Desde junho passado, Angola tornou-se o maior produtor de petróleo bruto da África, em parte devido a reformas políticas abrangentes iniciadas em 2018, começando com o Programa de Regeneração da empresa nacional de petróleo Sonangol e o estabelecimento da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG ) como concessionária independente. A publicação de 90 páginas em dois idiomas destaca a importância de um quadro regulamentar competitivo e um ambiente operacional estável para estabelecer Angola como um dos principais destinos de investimento.

“Este relatório reflecte não só o trabalho do sector, como também regista um testemunho vivo de cada um dos intervenientes e percorre o trabalho desde a criação da ANPG, a operacionalização do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), a reestruturação do Sonangol, e o trabalho e apoio das companhias petrolíferas de Angola. Gostaríamos de destacar o seu apoio e trabalho”, afirmou Kátia Epalanga, Diretora Executiva do Gabinete do MIREMPET.

O relatório especial é a primeira publicação deste tipo, reunindo percepções dos sectores público e privado sobre as realizações passadas e perspectivas futuras do sector energético de Angola, incluindo o seu papel na transição energética, perspectivas de crescimento do petróleo e gás e desenvolvimentos mais recentes no conteúdo local. A publicação apresenta dados exclusivos sobre as actividades de exploração e produção, gás e renováveis, refinação e petroquímica, distribuição e comercialização de Angola, juntamente com entrevistas do MIREMPET, Sonangol, ANPG, IRDP, TotalEnergies, Azule Energy, Equinor, ExxonMobil, Chevron, Angola LNG e Somoil.

A publicação estará disponível para distribuição limitada na AOG 2022 Conference&Exhibition e é impressa em inglês e português. O Relatório Especial do Sector Petrolífero foi produzido pela Energy Capital&Power, em parceria com o MIREMPET.

Distribuído pelo Grupo APO em nome da Energy Capital&Power.

Isabel dos Santos vai concorrer à Presidência de Angola se a oportunidade surgir – “Procuraram manchar a minha reputação para venderem a UNITEL aos amigos”

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A empresária Isabel dos Santos disse que quer ser candidata à Presidência da República, “se a oportunidade surgir”, porque Angola “precisa de um novo futuro político” e diz acreditar que “há muitas pessoas” que vão estar com ela nessa batalha.

Em entrevista à DW, a filha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos diz que tem a visão de que o país precisa e considera que nem o MPLA nem a UNITA têm condições para representar essa viragem exigida pelos angolanos.

“Eu cresci em Angola, sou angolana, e quero servir o meu país… se um dia tiver oportunidade de transformar o meu país num país melhor, e ajudar a que tenha a visão que precisa, sim, darei esse passo e acredito que há muitas pessoas que estarão comigo”, aponta Isabel dos Santos.

Aquela que já foi a mulher mais rica de África diz ainda que a sua eventual corrida à Presidência terá sucesso em resultado das mudanças que ocorreram no país: “Angola mudou e precisamos de novas ambições e de um novo futuro político”.

E admite ainda poder vir a criar um novo partido em Angola que possa encarnar essa nova visão que diz ser necessária.

“Angola precisa de um partido novo, precisa de uma nova visão”, disse, acrescentando nesta entrevista à DW que os jovens, que são a esmagadora maioria da população, cuja média de idade é inferior a 20 anos, em Angola “não se revêem nestes partidos” históricos.

“Somos 32 milhões de pessoas, somos muitos!”, enfatizou.

Sobre as críticas que tem lido nas redes sociais a seu respeito, como o facto de estar fora do país quando poderia dar a cara à luta, Isabel dos Santos responsabilizou a Procuradoria-Geral da República (PGR) pela sua ausência de Angola há vários anos.

A filha mais velha de JES explicou que nem sequer votou por não lhe ter sido possível e explicou que não está no país porque em Angola não pode ter salário, pagar água, luz, uma renda de casa…

“Eu não votei sequer… eu não estou em Angola porque em Angola não posso ter salário, não posso pagar renda, pagar a água…”, disse e sublinhou explicitamente: ” A PGR proibiu-me de ter qualquer rendimento para poder sobreviver em Angola”.

“Mesmo que quisesse ir a Angola, não poderia… Eu não posso ter um kwanza para poder comprar pão…”, acrescentou ainda a empresária que já dominou as maiores empresas angolanas, da Sonangol à UNITEL, tendo referido nesta entrevista que está a ser perseguida e acusada para que a sua quota na maior empresa de telecomunicações possa ser “vendida a amigos”.

E deixou ainda claro que nas últimas eleições, ao contrário do que foi vastamente divulgado, não apoiou a UNITA, tendo-se mantido “neutra”, admitindo, contudo, que o resultado foi envolto em “muita controvérsia”, especialmente porque não foram divulgadas as listas, como a oposição exigia.

“Nas últimas eleições mantive-me neutra… UNITA e MPLA são partidos históricos e eu não me revejo no que estes partidos históricos propõem. EU faço parte de uma nova geração. Respeito a luta de um e de outro, a sua história, mas não me identifico com estes partidos”, disse.

Sobre o MPLA, partido em que militou durante largos anos, Isabel dos Santos admite agora que se “tornou um partido corrupto” que não está à altura dos desafios do futuro.

“Angola precisa de um governo à altura. Hoje acredito que o partido que está no poder não é o partido certo para gerir as expectativas dos angolanos”, apontou ainda nesta entrevista conduzida pela jornalista Sandra Quiala, da DW.

E acrescentou: “Dificilmente nestas condições, enquanto o MPLA estiver no poder, haverá investimentos em Angola. É preciso uma mudança, os jovens precisam de empregos, de salarios, de comprar casa. As famílias querem educar os seus filhos…”.

“O MPLA tornou-se num partido corrupto, tornou-se num partido, com vícios e que não respeita a lei”, acusou, embora seja publico e notório que desde que o seu pai deixou o poder, em 2017, a sua relação com o partido sofreu uma forte degradação, especialmente depois de lhe terem sido abertos diversos processos por corrupção e desvio de dinheiros públicos, que a PGR diz atingir os 5 mil milhões USD.

Dificilmente nestas condições, enquanto o MPLA estiver no poder, haverá investimentos em angola, é preciso uma mudança, os jovens precisam de empresas, salarios, de comprar casa. As famílias querem educar os seus filhos…”.

Luanda Leaks, uma invenção

Isabel dos Santos aproveita ainda esta entrevista à DW para voltar a atacar o sistema judicial angolano, numa altura em que a PGR acaba de lançar um mandato de captura internacional via Interpol embora os seus advogados tenham já vindo a terreiro garantir que tal ainda não consta da “agenda” desta polícia internacional.

Focando a sua atenção no dossier Luanda Leaks, uma operação de investigação jornalística desencadeada em 2020 pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) – ver aqui, – através de centenas de milhares de ficheiros que lhes foram enviados anonimamente, e que expos anos a fio de esquemas alegadamente ilegais que permitiram à empresária enriquecer grandemente.

Sobre esse escaldante dossier, que virou a sua vida do avesso, Isabel dos Santos diz não ter dúvidas de que se trata de “uma manipulação grosseira”, sugerindo que se tratou de “uma encomenda do Estado angolano” que a escolheu como alvo, “por razões políticas” tendo, para isso, “manipulado jornalistas, colocando nas mãos de jornalistas informações que não eram verdadeiras, convencendo-os de coisas que não eram verdade…”.

E perante isto, acrescentou, “é normal que nos países em que essas alegações incidem, sejam abertas investigações ou inquéritos”, ou seja, neste momento, lança o último cartucho, “não há investigações judiciais” contra si, o que há é inquéritos, “porque as autoridades judiciais querem saber se é verdade o que está a ser alegado nos jornais…”.

“Em Portugal, que eu saiba, existem oito inquéritos, porque ocorrem em segredo de justiça, e eu própria não tenho acesso a esses dossiers, leio muitas coisas nos jornais… estes inquéritos são fruto das alegações que surgiram na imprensa, e é a partir deles que as autoridades decidem se há ou não uma acusação, não existem, portanto, processos judiciais… estes só serão abertos se houver uma acusação, o que não é o caso…”, explica.

O Luanda Leaks “foi uma encomenda”, insistiu. Mas, como tem a certeza disso, Isabel dos Santos diz que isso é deduzível “a partir da quantidade de notícias falsas que estavam lá dentro”, dando como exemplo a alegada transferência de mais de 135 milhões de dólares para uma offshore embora “nunca foi este dinheiro transferido para nenhuma offshore…”.

“Eu tinha de perceber de onde é que vinha esta informação e foi ai que percebi que eram informações falsas que estavam a ser veiculadas pelo Estado angolano, pela PGR…”, descreveu.

“Diziam que eu não tinha pago aos consultores da Boston Consulting Group ou da Mckinsey, que estavam a trabalhar na Sonangol e que tinha desviado esse dinheiro. Mas, mais tarde, essas empresas de consultoria internacional vieram atestar que tinham recebido esse dinheiro”, o que demonstra, segundo a filha mais velha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que se tratou de uma alegação sem fundamento

Avança mesmo que as provas de que se trata de informações falsas foram fornecidas em fase de inquérito, há mais de um ano, e diz que “o juiz decidiu que sim, que os consultores foram pagos, e os serviços foram prestados…”.

“Essas empresas continuam a trabalhar em Angola com o Estado angolano”, exclama, acrescentando a ideia de que se houvesse algo de ilegal no seu comportamento, tal não sucederia.

Os jornalistas foram usados

“O Presidente João Lourenço decidiu usar a família dos Santos como uma espécie de símbolo, quer provar ao mundo que JES era mau Presidente e os filhos eram culpados…”, procura realinhar os seus argumentos colocando de novo o actual PR na linha de fogo.

E, para isso, com as perguntas feitas de forma adequada a seguir este guião, Isabel dos Santos coloca em cena a nacionalização da sua quota na maior empresa de telecomunicações do país, a UNITEL, que diz ter sido “é um roubo”.

“A UNITEL foi criada em 1998 e há dois anos o Presidente João Lourenço mandou pagar mil milhões de dólares por 25%, mas as restantes participações, mandou nacionalizar… e o decreto da nacionalização diz que a empresa é boa, tem boa tecnologia… qual, então, a razão para esta nacionalização?”.

Na resposta, a própria explica: “Todas estas acusações, a perseguição, a campanha, para desacreditar a minha obra, para manchar a minha reputação, foi para justificar a nacionalização da UNUTEL para depois a vender aos amigos…”.

Economia timorense está lentamente a recuperar

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A economia de Timor-Leste está lentamente a recuperar, depois de uma recuperação de 2,9% em 2021, a economia está no caminho certo para crescer ainda mais 3,0% em 2022″, refere o relatório, com o tema “Honrar o passado, garantir o futuro”.

A economia timorense está a recuperar dos efeitos da crise política e da pandemia da COVID-19, mas o país enfrenta vários riscos nos próximos anos, indicou o Banco Mundial, num relatório divulgado hoje.

A economia de Timor-Leste está lentamente a recuperar, depois de uma recuperação de 2,9% em 2021, a economia está no caminho certo para crescer ainda mais 3,0% em 2022″, refere o relatório, com o tema “Honrar o passado, garantir o futuro”.

“No entanto, o PIB , ‘per capita’ não regressou aos níveis pré-pandemia. Nos últimos cinco anos, a economia registou três anos de crescimento negativo do PIB real não petrolífero. O PIB ‘per capita’ diminuiu, a incerteza política, uma emergência sanitária global e uma catástrofe natural afectaram uma economia que depende em grande parte do sector público”, sublinha.

O relatório aponta a elevada taxa de inflação do país, a atingir 7,9% em Agosto, como “uma das mais altas da região do Pacífico Oriental”, com os preços de bens alimentares a crescerem 8,3%, em parte devido ao aumento dos preços globais dos alimentos, impulsionado por custos mais elevados de transporte e fertilizantes, e preocupações com os impactos das inundações no Paquistão.

“Preços dos produtos alimentares mais elevados colocam o fardo mais pesado nas populações vulneráveis de Timor-Leste”, alerta o Banco Mundial (BM).

Do lado positivo, a apreciação de cerca de 10% na taxa de câmbio efectivo (REER) tornou as importações mais baratas para Timor-Leste, cuja moeda oficial é o dólar dos Estados Unidos.

Fonte: https://mercado.co.ao/economia/economia-timorense-esta-lentamente-a-recuperar-XA1244808

Sonangol dá início a construção do segundo Navio petroleiro

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O arranque da construção do segundo navio foi formalizado no dia 28 deste mês, na cidade de Mokpo, Coreia do Sul, com a tradicional cerimónia de corte de aço referente ao casco 8021, segundo navio do projecto da tipologia Suezmax.

A petrolífera angolana Sonangol deu início a construção do segundo navio petroleiro que irá reforçar a frota.

Segundo ANGOP, o arranque da construção do segundo navio foi formalizado no dia 28 de Novembro do corrente ano , na cidade de Mokpo, Coreia do Sul, com a tradicional cerimónia de corte de aço referente ao casco 8021, segundo navio do projecto da tipologia Suezmax.

O navio está ser construído pela Hyundai Samho Heavy Industries (HSHI), refere o informe.

Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva (PCE) da Unidade de Negócio de Trading & Shipping (UNTS), Luís Manuel, que liderou a delegação até aquele país asiático, disse ser uma satisfação elevada por se concluir, com êxito, as fases que antecederam o corte de aço.

O referido navio, com a capacidade de transportar 1 milhão de barris de petróleo, tem como dimensões técnicas 274 8 metros de comprimento, 48 metros de largura e 23 metros de altura.

Conforme o comunicado, o segundo navio, que entra no processo de construção, tem a data prevista de conclusão e entrega em Setembro de 2023.

Recorda-se que o projecto de construção dos navios conta com a empresa Hyundai Samho Heavy Industries (HSHI) e supervisão da empresa SeaQuest Marine, sob a gestão e supervisão técnica de uma equipa que integrada por quadros angolanos da petrolífera nacional.

Fonte: https://mercado.co.ao/economia/sonangol-da-inicio-a-construcao-do-segundo-navio-petroleiro-BA1244715

OPEP antevê crescimento de 23 % do consumo global de energia

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Segundo os indicadores de projecção da OPEP, apresentados recentemente, em Luanda, pelo seu secretário – geral, Haitham Al-Ghais, a nível global a procura do petróleo continuará a crescer, dos actuais 97 milhões de barris por dia para 110 milhões de barris/dia até ao ano 2045.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) prevê um aumento do consumo global de energia primária em 23% até 2045, onde o petróleo representa a maior proporção dessa despesa mundial.

Segundo os indicadores de projecção da OPEP, apresentados recentemente em Luanda, pelo seu secretário – geral, Haitham Al-Ghais, a nível global a procura do petróleo continuará a crescer, dos actuais 97 milhões de barris por dia para 110 milhões de barris/dia até ao ano 2045.

Neste período (2022-2045), segue secretário-geral, o sector petrolífero global precisará investir, em acumulado, cerca de 12 1 triliões USD, numa injecção de 500 biliões USD por ano, para responder ao desafio, futuro, do consumo de energia mundial.

Isto dever-se-á, de acordo com as projecções globais da OPEP, duplicar a economia global e a previsão do crescimento da população global é de 1 6 bilhões de pessoas até 2045.

Combustíveis ficam hoje mais baratos em média quase 7% em Cabo Verde

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Em comunicado, a ARME refere que a actualização dos preços máximos dos combustíveis em Cabo Verde para Dezembro voltou a levar em conta a introdução de alterações à legislação, nomeadamente sobre a importação.

O valor médio dos combustíveis à venda em Cabo Verde desceu hoje 7%, mas ainda permanece quase 28% acima dos preços praticados há um ano, segundo a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

Em comunicado, a ARME refere que a actualização dos preços máximos dos combustíveis em Cabo Verde para Dezembro voltou a levar em conta a introdução de alterações à legislação, nomeadamente sobre a importação, depois de em Abril, Maio e Junho o Governo ter suspendido o mecanismo de fixação de preços, face à crise económica provocada pela guerra na Ucrânia.

Esta descida média no preço dos combustíveis segue-se ao aumento de 2,7% em Novembro e descidas consecutivas em Agosto, Setembro e Outubro.

A actualização dos preços dos combustíveis volta a incorporar alterações às taxas de Direitos de Importação (DI) e de Imposto sobre o Consumo Especial (ICE), aplicadas desde o mês Agosto e em vigor até 31 de Dezembro. Implica a redução da taxa de DI sobre a gasolina de 20% para 10%, e sobre o fuel 180 e 380 de 5% para 0%, além de reduzir a taxa de ICE sobre o gasóleo e a gasolina, mudando de 10% para a específica de seis escudos (cinco cêntimos de euro) por litro, recorda a ARME.

De acordo com a nova tabela de preços máximos, que vai vigorar até 31 de Dezembro, o litro de gasóleo normal passou hoje a ser vendido em Cabo Verde a 157,10 escudos (1,40 euros), uma descida 9,97%, o de gasolina a 143,90 escudos (1,28 euros), menos 0,62%, o de petróleo a 167,40 escudos (1,50 euros), menos 4,23%, e o de gasóleo marinha a 124,50 escudos (1,11 euros), menos 10,75%.

O gasóleo para electricidade, as centrais a combustíveis fósseis garantem quase 80% da electricidade produzida no arquipélago, desceu 10,46%, para 148,10 (1,32 euros) por litro, enquanto o gás butano passa a ser vendido entre os 449 escudos e os 8 672 escudos (4,02 a 77,5 euros), para as garrafas de três a 55 quilogramas, menos 4,19%.

Fonte: https://mercado.co.ao/economia/combustiveis-ficam-hoje-mais-baratos-em-media-quase-7-em-cabo-verde-AA1244525

Produção petrolífera cai pelo terceiro mês consecutivo mas receitas ultrapassam os 7 biliões Kz em Outubro

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Angola continua a produzir abaixo da quota de 1,5 milhões de barris por dia estabelecida pela OPEP. No décimo mês do ano, a produção caiu 5%, na sequência das quedas que têm se verificado desde Agosto. A consultora norte-americana Fitch Solutions aponta que a produção de petróleo no País vai cair 20% até 2023 devido à “falta de investimento crónico”. Ainda assim, nos primeiros 10 meses as receitas atingiram níveis históricos ultrapassando os 7 biliões Kz, graças à “explosão” do preço do petróleo.

ngola produziu 32,6 milhões de barris de petróleo em Outubro desde ano, o que representa uma queda de 0,5% face ao mês de Setembro e 5% em termos homólogos. Esta é a terceira queda consecutiva desde Agosto, segundo cálculos do Mercado com base nos dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

O País começou o ano a produzir 36,9 milhões de barris no mês de Janeiro, correspondendo a uma média de 1,13 milhões barris de petróleo por dia, foi o mês com maior produção. No mês seguinte a produção caiu para 32,3 milhões de barris, registada como a menor produção mensal até ao momento.

Em Março a produção cresceu 9% para 35,1 milhões barris, a uma média de 1,13 milhões barris por dia, contra 1,12 previstos, tendo atingido 36,5 milhões barris no mês de Julho. De lá para cá a produção vem caindo gradualmente.

Assim, nos primeiros 10 meses do ano, Angola produziu cerca de 349,3 barris de petróleo, numa média de 1,15 barris por dia. A quota de produção de Angola na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) é de 1,5 milhões de barris de petróleo/dia, o que significa que o País continua a produzir abaixo do seu limite.

No início de Setembro, a OPEP e os seus aliados (o chamado grupo OPEP+) anunciaram um corte da produção em 100 mil barris por dia a partir de Outubro, o que foi um volume simbólico. Na reunião seguinte, a 5 de Outubro, decidiram cortar em dois milhões de barris por dia a produção de Novembro, a maior retirada de crude do mercado desde a pandemia em 2020. Igualmente, decidiram que as reuniões passariam a ser de dois em dois meses, em vez de mensalmente.

Produção deverá cair 20% até 2023, diz Fich

A produção de petróleo em Angola vai cair 20%, até 2031, devido à maturação dos poços petrolíferos e à “falta de investimento crónico” em novas descobertas, indica a análise da consultora Fitch Solutions numa nota de comentário sobre a manutenção da produção abaixo do limite definido pela OPEP.

Segundo a consultora norte-americana, a principal razão para o crescimento medíocre da produção petrolífera é o efeito do legado da maturação dos poços petrolíferos.

“A queda na produção dos poços actuais de Angola significa que é preciso uma taxa maior de crescimento [da produção] para mantê-la nos níveis actuais. Angola precisa de cerca de mais 36 mil barris por dia de produção para anular o impacto do declínio natural”, dizem os analistas da consultora.

Num comentário enviado aos clientes, citado pela Lusa, a Fitch Solutions escreve que “Angola tem assistido a uma pequena subida dos níveis de produção, com a entrada em funcionamento de vários pequenos projectos, mas preveem que a pequena subida de produção estagne, regressando a uma evolução negativa em 2023, com o efeito do declínio dos poços a materializar-se.

Os analistas descrevem que o novo limite para Angola, ao abrigo da produção total da OPEP, está muito acima das capacidades de produção e as taxas de crescimento anteriores indicam que há uma probabilidade muito baixa de Angola se aproximar dos limites da organização a curto prazo.

Receitas petrolíferas ultrapassam os 7 biliões Kz

As receitas fiscais do petróleo de Janeiro a Outubro deste ano fixaram-se nos 7,6 biliões Kz (cerca de 16 mil milhões USD), o que representa um aumento de 71% face aos 4,47 bilhões Kz contabilizados no mesmo período de 2021.

Os dados são referentes às declarações fiscais submetidas à Administração Geral Tributária (AGT) pelas Companhias Petrolíferas, incluindo a Concessionária Nacional ( ANPG-Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Apesar do aumento, em Outubro as receitas caíram 26% para 574,3 mil milhões Kz quando comparado com o mês de Setembro mas cresceram 41% em termos homólogos.

De Janeiro a Outubro, o País exportou cerca de 351,8 milhões de barris de crude, a um preço médio de 102 USD, mais 43 USD acima dos 59 USD previsto no OGE.

Desde Agosto que as receitas com exportação de petróleo ultrapassaram as previstas no Orçamento Geral de Estado (OGE) para 2022, onde se previa arrecadar 6,12 biliões Kz até Dezembro. Feitas contas, o País já conta com um excedente de 1,52 biliões Kz.

Em 2021, as receitas petrolíferas proporcionaram aos cofres públicos cerca de 6,05 biliões Kz (12, mil milhões USD), mais 2,06 bilhões Kz (419 mil milhões USD) em relação aos 4,06 bilhões de receitas previstas no Orçamento daquele ano.

Factores que dominaram o sector em Outubro

De acordo com o boletim mensal da PetroAngola, os preços do barril de petróleo aumentaram expressivamente em Outubro depois que a coalizão OPEP+ decidiu reduzir a produção em dois milhões de barris por dia, temendo uma potencial retracção na actividade económica global ao mesmo tempo em que procura manter as cotações do crude elevadas.

“Este representa o maior corte de produção do grupo desde 2020, quando os bloqueios contra a Covid-19 destruíram a demanda”, aponta o documento da instituição.

A instituição liderada por Patrício Quingongo aponta como segundo factor que dominou o mercado em Outubro, a liberação das reservas estratégicas de petróleo dos Estados Unidos previstas para terminarem em Outubro, foram adiadas para o mês de Novembro, numa tentativa de minimizar os impactos dos cortes de produção da OPEP+ sobre os preços do petróleo.

Segundo a consultora, a Casa Branca tomou a decisão em Março de liberar 1 milhão de barris por dia das reservas de petróleo do país para complementar o mercado que já se encontra com suprimentos escassos de energia.

“Embora a demanda chinesa por petróleo continue a sofrer devido à estratégia de zero Covid-19 daquele país, ela se recuperou até certo ponto nos últimos meses, à medida que os bloqueios se tornaram menos frequentes e as refinarias se preparam para aumentar as suas taxas de produção, no intuito de atender a procura doméstica crescente por produtos refinados”, aponta o documento como terceiro factor.

Outro factor que pesa sobre os preços do petróleo, segundo a PetroAngola, é o medo persistente de recessão que ainda domina o sentimento do mercado, tanto que as projecções económicas para este ano apontam para o esfriamento das principais economias.

“Os bancos centrais continuam a adoptar uma abordagem rígida na luta contra a escalada da taxa de inflação, além dos efeitos negativos da valorização do dólar americano sobre os preços de energia e consumidores que possuem outras moedas estrangeiras”, aponta a consultora angolana.

Nas últimas semanas, a negociação do petróleo nos mercados internacionais está a ser marcada por volatilidade, mas tudo aponta para que o balanço semanal seja de perdas, depois de se registarem perdas nas primeiras duas semanas de Novembro. Nesta sexta-feira, o Brent que serve de referência para as exportações angolanas está a ser negociado na casa dos 86 USD.

Fonte: https://mercado.co.ao/economia/producao-petrolifera-cai-pelo-terceiro-mes-consecutivo-mas-receitas-ultrapassam-os-7-bilioes-kz-em-outubro-MD1243284

Empossados Conselhos de Administração da ENDIAMA e SODIAM

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Diamantino Azevedo empossou José Manuel Ganga Júnior para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa de Diamantes de Angola (ENDIAMA EP), os administradores Executivos, Laureano Paulo, Ana Maria Bartolomeu, Teófilo Chifunga e Domingos Margarida.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás conferiu posse esta quarta-feira, em Luanda, aos membros dos Conselhos de Administração da ENDIAMA e SODIAM, nomeados pelo Presidente da República a 25 de Novembro, noticiou o jornal de Angola.

Diamantino Azevedo empossou José Manuel Ganga Júnior para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa de Diamantes de Angola (ENDIAMA EP), os administradores Executivos, Laureano Paulo, Ana Maria Bartolomeu, Teófilo Chifunga e Domingos Margarida.

Segundo uma nota do MIREMPET, “para os cargos de administradores não Executivos foram empossados: Santana André Pitra e Ngola Kabangu, respectivamente.

No mesmo acto, o ministro empossou Eugénio Pereira Bravo como Presidente do Conselho de Administração da SODIAM, Fernando Amaral e José das Neves Silva, como administradores Executivos.

Na sua intervenção, Diamantino Azevedo pediu aos empossados, foco, trabalho de equipa, qualidade e quantidade na produção e lapidação de diamantes para que as metas do Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027 sejam atingidas, sublinha a fonte.

Quanto aos projectos sociais o governante desejou melhorias na qualidade e o aumento de empregos sustentáveis das comunidades.

Por outro lado, destacou a nomeação de Santana André Pitra e Ngola Kabango tendo solicitado que prestem todo o seu saber ajudando a ENDIAMA na sua missão para o alcance dos objectivos preconizados.

Fonte: https://mercado.co.ao/economia/empossados-conselhos-de-administracao-da-endiama-e-sodiam-DA1244544

Ministério dos Recursos Minerais lança desafios do sector diamantífero

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O ministro do MIREMPET, Diamantino Pedro de Azevedo, disse que estas perspectivas para o sector diamantífero farão parte do Plano de Desenvolvimento Nacional para o período de 2023 a 2027.

O aumento da produção de diamante no país e a continuação da instalação de fábricas de lapidação, a exemplo do Pólo de Desenvolvimento de Saurimo, na província da Lunda Sul, são uns dos grandes desafios do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).

De acordo com o ministro do MIREMPET, Diamantino Pedro de Azevedo, que falava por ocasião da tomada de posse dos novos corpos gerentes das empresas de Diamante de Angola (EMDIAMA) e da de Comercialização de Diamantes (SODIAM, E.P), disse que estas perspectivas para o sector diamantífero farão parte do Plano de Desenvolvimento Nacional para o período de 2023 a 2027.

Segundo o governante, os recém-empossados, com destaque para os presidentes do Conselho de Administração da ENDIAMA e SODIAM, José Manuel Ganga Júnior e Eugénio Pereira Bravo, respectivamente, não terão uma tarefa fácil porque as metas de produção que se pretendem são bastantes elevadas, num contexto do mercado internacional difícil.

Fonte: https://mercado.co.ao/economia/ministerio-dos-recursos-minerais-lanca-desafios-do-sector-diamantifero-YA1244616

Tendências dos recursos minerais no mercado internacional

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O ouro tem sido, ao longo da história, um activo seguro de reserva e preservação de valor monetário ou patrimonial, e que em tempos de crise esta opção é largamente utilizada pelos investidores como forma de preservar as posições activas de investimento.

Estes investidores procuram “desesperadamente” por activos de refúgio que têm sido hoje bem representados pela classe de metais preciosos como o ouro e a prata.

Ao longo do ano o ouro registou ligeiras oscilações de preço, e está a ser negociado no mercado nova-iorquino (Comex) por 1.863,70 dólares por onça nos mercados de futuros, já o preço da prata cifrou-se nos 24,78 dólares americanos.

De entre um conjunto de factores que influenciaram a subida do preço do ouro, um tem sido veiculado pelos analistas como factor determinante –  A baixa de rendimentos dos títulos de tesouro; a depreciação da moeda americana; o choque externo da Pandemia da Covid-19 e  o aumento da procura do ouro.

O ouro tem uma visão de logo prazo, por esta razão os investidores inclinam-se hoje, para o seu perfil mais defensivo, devido as incertezas geradas pelos mercados, principalmente pela recente queda da divisa norte-americana face a moeda europeia o euro.

Portanto, quando se verifica uma queda do dólar, terá como reflexo o impulso a subida do metal precioso, uma vez que as commodities referenciadas em dólares ficam mais atractivas.

Outros factores que estão a causar insegurança nos mercados, são as expectativas geradas pela incerteza sobre a recessão mundial e a previsão de pressões inflacionistas a médio prazo derivadas do efeito dos planos de estímulo económico e injecção de liquidez nos mercados para garantir maior competitividade das economias.

A subida deste metal está também relacionada ao elevado nível de consumo nos países emergentes como a Índia e Turquia, que também fazem deste recurso uma reserva de valor da economia familiar.

Relativamente do lado da oferta espera-se uma expansão da venda de ouro a nível de mundial de cerca de 2% nos próximos dois anos, que depois tende a baixar, devido ao fraco investimento efectuado na descoberta de novas reservas de ouro, e torna-se cada vez mais caro a exploração de reservas por terem custos de produção elevados.

Devido a escassez deste metal, e o longo período de produção acima dos 6 anos, associada a retracção da produção devido a pandemia da Covid-19, torna-se propício a oscilação e o aumento do preço do ouro nos mercados internacionais, a tendência para baixar ocorrerá até o novo ciclo de produção. Este cenário permite que os investidores defendam a carteira de portfólios com grandes investimentos para reservas de valor.

Porém, a um senão, os analistas apelam a precaução pois esta rápida subida irá clamar por uma correcção ou mesmo poderá gerar uma bolha, alertando que  se acompanhe o fenómeno da subida das commodities de matérias primas com bastante prudência pela sua tendência altista. A acompanhar a subida do ouro, segue-se a subida do preço dos cereais, arroz, trigo e o milho a operarem algumas variações, já o preço da prata registou uma descida no mercado internacional.

Os analistas prevêem a manutenção da subida do ouro no início de 2022 e poderá atingir os USD 2.091,90 por onça, uma vez que a procura irá aumentar, acompanhando as taxas de crescimento da economia mundial em cerca de 4,3%, níveis superiores ao ano de 2019 que se situou em 2,5%.

No entanto, ainda existem muitas incertezas quanto a retoma da actividade económica com taxas de crescimento acima de 7%, devido aos riscos geopolíticos que ainda persistem, diversas economias emergentes e em desenvolvimento perduram alguns obstáculos sobre o processo de vacinação com impacto na redução da actividade económica.

E nesta perspectiva, em 2022 cerca de dois terços destas economias a recuperação da renda per capita não será efectiva na sua totalidade. A perspectiva global impõe a possibilidade de novas vagas de Covid-19 e por outro lado, o aumento do endividamento por parte dos países emergentes e em desenvolvimento. Desta forma, o ouro possivelmente continuará a ser uma aposta segura para acumulação e salvaguarda de riqueza.

São bons exemplos a nível do continente africano o Gana e a   África do Sul, que têm o ouro como a principal commodity para exportação. Angola tem grandes potencialidades para exploração deste mineral, incluindo outros, como o manganês, bauxite, alumínio, fósforo e ferro.

Devemos aproveitar a preferência que o investidor estrangeiro tem por Angola como destino de investimento que recai sobre o potencial que o país apresenta do ponto de vista dos recursos naturais.

Portanto, é importante crescer e desenvolver parâmetros de razoabilidade e sustentabilidade em que o investimento externo não se concentre apenas no sector petrolífero, mas que se reforce para outros sectores desde o financeiro, indústria mineira etc, e por esta via permitir a entrada de fluxos de investimento directo estrangeiro mais expressivos que os actuais.

Fonte: https://www.jornaldeangola.ao/ao/noticias/tendencias-dos-recursos-minerais-no-mercado-internacional/