Quarta-feira, Fevereiro 28, 2024
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Desafios de transição mineira discutidos em fórum

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Os desafios para a transição mineira foi tema de discussão no Fórum de Negócio Mineiro, realizado hoje, 30 de Maio, em Luanda, organizado pela Mining Eventos.

A segunda edição do Negócio Mineiro, retrata a oportunidade de um modo geral, em diagnosticar a situação da economia nacional, face aos desafios que se colocam no domínio da exploração de recursos minerais que apontam naturalmente para a transição energética.

É sabido que, aos novos tempos, o mundo está a ensaiar a transição energética para considerar o mais breve possível a descarbonização, e Angola deve mover-se à transformação da sua carteira de exploração mineral para aproveitar as oportunidades de negócio que emergem nesse processo, abrindo expedientes do mercado para o sector privado.

Em nota de lançamento do evento, Manuela Costa, directora executiva da Bumbar Mining, disse que o evento de aproximação de diferentes áreas da actividade humana ao sector mineiro, vem expressar a criação de sinergias em torno de uma preocupação comum na transição energética.

O fórum que teve uma assistência de aproximadamente 200 pessoas contou com as empresas nacionais e estrangeiras vocacionadas em telecomunicações, finanças, transportes, prestação de serviços que trazem outras visões sobre o tema em debate.

Fonte: ENDIAMA

Fórum Negócio Mineiro aberto hoje

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Mankenda Ambroise, em representação do ministro dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, fez hoje a abertura da 2.ª edição do Fórum de Negócio Mineiro, que decorre em Luanda, com a participação de empresas nacionais e estrangeiras.

Na ocasião, Ambroise desejou as boas-vindas aos presentes e considerou que o fórum, com o lema “Desafios da Transição Mineira e as Oportunidades Trazidas pelos Minerais Críticos”, no olhar de sectores que interagem com a indústria extractiva angolana, surge numa altura em que o Executivo angolano está a projectar o crescimento, desenvolvimento e diversificação do sector mineiro, para atrair potenciais investidores que possam em larga escala trabalhar em alinhamento com a visão mineira africana de 2020/2063.

“A África no geral e Angola em particular, são potencialmente ricas em minerais críticos, podendo essa riqueza, constituir uma base para o desenvolvimento de projectos mineiros concretos aproveitando as oportunidades de negócio que emergem da transição energética, por isso deve-se envidar esforços, para assegurar uma direcção certa para uma transição justa e sustentável que o mundo inteiro está a mover-se rumo a descarbonização, visando zerar as emissões de gases com efeito estufa 2020 até 2050”, esclareceu Mankenda.

O fórum tem como alvo as autoridades, sectores, associações e empresas que vão ter a possibilidade de identificar negócios que a transição mineira pode proporcionar através de exposição de produtos a ser feita por mais de uma dezena de empresas presentes nesse evento, apresentando as suas perspectivas.

Inaugurada nova sede de CATOCA

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Foi hoje (26) inaugurada a nova sede administrativa da Sociedade Mineira de Catoca, na Lunda-Sul.

O corte da fita coube ao Ministro dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo e ao Governador daquela Província, Daniel Félix Neto.

De acordo com dados avançados pelo Presidente do Conselho de Gerência da SM Catoca, Benedito Paulo Manuel, o edifício ficou orçado mais de USD 4 milhões, sendo que tanto a empresa projectista como a construtora são de direito angolano.

Segundo o gestor, a infraestrura foi projectada para converter-se em unidade hoteleira quando Catoca encerrar a sua actividade de mineração de diamantes.

Marcaram igualmente presença na cerimónia de inauguração o Secreterário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor, e o Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA.

Fonte: ENDIAMA

Sector mineiro: Investidores canadenses pretendem investir em Angola

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Os empresários do Canadá estão ansiosos em investir no sector mineiro angolano.

A revelação foi feita por Adriano Campos, Presidente do Câmara Internacional de Negócios Canada-Angola, durante a sua preleção, na 2ª edição do Fórum Negócio Mineiro, realizado hoje 30 de Maio, em Luanda.

Adriano Campos, que assinou um memorando entre a Câmara Internacional de Negócios Canada-Angola e a Bumbar Mining à margem do encontro organizado pela Mining Eventos, fez saber que é interesse dos homens de negócios do Canadá investirem em Angola, em função do seu potencial mineralógico. 

Fonte: ENDIAMA

IGEO apresenta estudos geológicos sobre minerais críticos

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O Instituto Geológico de Angola apresentou ontem, terça-feira 30 de Maio, no Fórum de Negócio Mineiro, organizado pela mining eventos, em Luanda, três temas que levantaram aos participantes, acessos debates, destacadamente Planageo, Minerais Críticos, e Levantamento Geológico.  

João Quituxe, primeiro painelista, fez saber que o Planageo é um programa objectivado na melhoria de conhecimento geológico e o potencial mineiro alocado no território nacional.

“Serve ainda, de alavanca no fornecimento de informações viáveis e confiáveis aos investidores que queiram investir em Angola, acrescentou Quituxe.

Para Nelson Capalo, que dissertou o tema levantamento geológico e minerais críticos, sublinhou que esses, são ingredientes excelentes, para a produção sustentável de materiais avançados pois podem ser reciclados infinitamente sem perderem nenhuma das suas propriedades químicas ou físicas.

“Afortunadamente dos 51 minerais considerados mais críticos do mundo Angola dispõe de 36, nomeadamente o cromo, cobalte, cobre, grafite, chumbo, níquel, ferro e tantos outros”, salientou Capalo.

Segundo Capalo, o critério de crítico para África é vasto cada país deve definir os seus minerais críticos.

No caso de Angola, são definidos como minerais críticos e que também passam para estratégicos, o lítio, minerais de ferro, níquel, chumbo, cobre e elementos das terras raras só para citar, explicou Nelson Capalo.

Ainda em angola temos a ocorrência do Nídio facilitada através dos minerais dos monacita representado 18% das terras raras, com uma vasta gama de aplicabilidade, em colorir vidros, fabricação de óculos, uso na medicina, indústria cinemática, aviões e tantos outros, certificou o especialista.

Já João Ricardo, sublinhou que os minerais críticos, são elementos que visam proporcionar o desenvolvimento da sociedade ou de um país de uma forma sustentável.

Neste particular falar dos minerais críticos, Angola não está ausente da política mineira gizada ao nível mundial, sobre transformação dos minerais críticos à transição energética.

Fonte: ENDIAMA

Catoca vai diversificar o seu “core business”

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A Sociedade Mineira de Catoca, terceira maior mina de diamantes a céu aberto no mundo, vai diversificar o seu “core business”, investindo também em minerais críticos.

Os minerais críticos em referência são crómio, cobalto, cobre, grafite, ferro chumbo, lítio, manganês, níquel e prata.

Em declarações à ANGOP, o director comercial da empresa, António Zola, disse que Catoca, com mais de seis milhões de quilates de diamantes produzidos por ano, vai associar a sua experiência para os minerais críticos, pela sua amplitude rara.

Entretanto, precisou que actualmente está já em curso os estudos geológicos para verificar as ocorrências dos possíveis mineiros existentes nos solos.

O também engenheiro, entende que, apesar de se ter um longo caminho a percorrer, os minerais críticos representam uma oportunidade de negócios para o país.

O país tem depósitos significativos de minerais, sendo que, actualmente, são conhecidos 36 dos 51 minerais considerados mais críticos, a nível mundial.

Catoca é uma mina de magnitude nacional e internacional, responsável na empregabilidade de dois mil, trabalhadores de forma directa e mais de dez mil empregos indirectos, suportando aproximadamente cinquenta mil famílias

Acordo do Teto da Dívida dos EUA Anima os Preços do Petróleo

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O petróleo bruto começou a ser negociado em alta nesta semana, depois que o presidente Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, chegaram a um acordo provisório sobre o aumento do teto da dívida americana.

Na manhã desta segunda-feira, o Brent foi negociado a $77/bbl e o West Texas Intermediate (WTI), foi comercializado a $73/bbl.

As negociações do teto da dívida têm sido um factor importante para os movimentos dos preços do petróleo nas últimas semanas, principalmente por causa da aparente incapacidade dos republicanos e democratas no Congresso de chegar a qualquer acordo sobre como aumentar o poder de endividamento do governo federal americano. 

Embora essas negociações tensas tenham sido relativamente regulares nos últimos anos, elas finalmente terminaram com um acordo, e a inadimplência foi invariavelmente evitada. Essa evidência histórica poderia ter servido para estabilizar os preços, mas não o fez, nem os dados mistos sobre a recuperação da China. Por um lado, as leituras do PMI mostram uma recuperação desigual na actividade económica, mas, por outro lado, a demanda por petróleo, conforme evidenciado pelas taxas de importação, está forte.

Para complicar ainda mais a situação, a OPEP+ está indecisa sobre o que fazer com sua produção em sua próxima reunião.De acordo com relatórios citando o ministro da Energia saudita, Abdulaziz bin Salman, o mesmo sugeriu outra rodada de cortes na produção, embora a Rússia sinta-se confortável com os níveis actuais. 

Graças aos recentes ganhos, os preços do crude que registaram um declínio dos preços do petróleo desde o início do ano de cerca de 14%, viram esse percentual a cair para apenas 9% no início desta semana.

Fonte: PetroAngola

Nigéria pondera fim do subsídio dos combustíveis

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O Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, anunciou a intenção de retirar o subsídio dos combustíveis, na segunda-feira, sem definir um prazo.

De acordo com a BBC, numa altura em que a inflação atinge valores altos no país, o recém-empossado Chefe de Estado nigeriano pretende acabar com o subsídio dos combustíveis para aliviar a pressão sobre as finanças públicas.

Esta medida vai aumentar o custo de vida na Nigéria, que embora seja rica em petróleo não tem capacidade para a refinação dessa matéria-prima, face às necessidades de mercado interno.

Fonte: Jornal de Angola

Vice-Presidente da República defende Educação ao serviço da paz e harmonia social

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A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, defendeu, quarta-feira, em Luanda, que a Educação deve estar ao serviço do desenvolvimento, da paz, da harmonia social e da busca de soluções de problemas locais e até globais.

Ao proferir o discurso de abertura da XII Reunião de Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu numa das unidades hoteleiras da capitaldo país, Esperança da Costa encorajou os ministros presentes a continuarem empenhados na concretização dos eixos e objectivos estratégicos do Plano de Acção de Cooperação Multilateral de Educação na CPLP 2002-2024, numa altura em que os desafios das economias Digital, Azul, Verde, Laranja e da digitalização de serviços convocam à inovação, à adopção de políticas estratégicas comuns e uma resposta conjunta aos desafios contemporâneos do ensino.

Esperança da Costa destacou a importância  de se transmitir às crianças a iniciação ao cálculo matemático, às línguas e às TICs, com a componente ética subjacente, uma vez que a Educação deve estar voltada para a humanização, ensinar a cooperar e não sempre a competir.

“A Educação constitui um dos pilares da nossa comunidade. Nela assentam as bases para o desenvolvimento sustentável, nos mais variados domínios. A CPLP deve, no seu conjunto, continuar engajada nas questões atinentes à Educação, sobretudo, uma educação capaz de acompanhar as mutações que se operam no plano das tecnologias”, ressaltou.

A Vice-Presidente da República, que presidiu à sessão de abertura, acompanhada, entre outros, pela ministra da Educação de Angola, Luísa Grilo, do representante do secretário executivo da CPLP, João Ima-Panzo, destacou a importância de se começar a olhar, cada vez mais, para posições concertadas, intensificando a cooperação e canalizando-a para segmentos específicos da Educação, com ênfase para a financeira, para acção climática e  educação para as tecnologias, com forte incidência para as digitais, nesta Era da Inteligência Artificial, da Internet das Coisas e das Redes Sociais.

“Temos, na CPLP, países que estão a avançar neste sentido, os quais, no quadro de uma cooperação mais estreita, podem contribuir, em grande medida, para o avanço dos demais. Estamos cientes de que até lá, temos uma longa estrada por fazer. Mas precisamos de iniciar esta caminhada, respeitando as peculiaridades e as potencialidades de cada um dos Estados-membros da nossa Organização”, apontou, ressaltando a necessidade de haver na organização uma dinâmica que permita a cooperação fluir e se concretize no fomento da literacia, nas TICs e na investigação científica, sempre mediada pela língua portuguesa, veículo de comunicação oficial, de partilha de conhecimento, de valores e da identidade, enquanto espaço comunitário.

 Ao  dirigir-se aos ministros da Educação da CPLP e convidados na reunião, Esperança da Costa referiu que no quadro das parcerias globais e da operacionalização do Plano de Acção, é preciso continuar a estabelecer maior aproximação às organizações internacionais especializadas em Educação e às instituições financeiras internacionais, reforçando o multilateralismo para o desenvolvimento inclusivo.

“Ao assumir a Presidência Rotativa da CPLP, a 17 de Julho de 2021, Angola elegeu o ‘Reforço da Mobilidade entre os Estados-membros’ e uma atenção especial ao sector económico, como temas prioritários da sua presidência, tendo, neste sentido, ratificado o ‘Acordo de Mobilidade’, olhando, entre outras questões, para as vantagens que confere no campo específico da mobilidade de estudantes,  de docentes, investigadores, pesquisadores e cientistas, no quadro do intercâmbio académico”, ressaltou.

Realçou a Nova Visão Estratégica da CPLP 2016-2026, saída da Conferência de Chefes de Estado e de Governo,  que destaca o reforço da actuação da organização no sector da Educação, Ciência e Tecnologia e privilegia o alcance dos melhores resultados nas referidas áreas e na promoção da qualidade, da excelência, do mérito e da inovação.

Sobre Angola, a governante destacou, no quadro da sua presidência, a realização de eventos, dos quais o II Seminário da CPLP sobre “Português Língua Segunda para Professores do Ensino Primário”, o “II Exercício Conjunto de Práticas Inspectivas da Educação da CPLP” e o “Seminário de Boas-práticas de Alimentação Escolar da CPLP”. Com cada um dos eventos, acrescentou,  foi possível promover a partilha de conhecimento, identificar pontos de convergência, solucionar e mitigar problemas comuns.

Na senda do aumento da qualidade do ensino, a Vice-Presidente da República destacou o lançamento oficial da iniciativa “Rede de Escolas Amigas da CPLP”, uma plataforma de estabelecimentos de ensino dos Estados-membros e países terceiros que partilham experiências educativas com base nos princípios e valores da Organização.

A XII Reunião de Ministros da Educação da CPLP decorreu sob o lema “A Promoção da Cooperação Internacional em Educação com vista à Transformação dos Sistemas Educativos na CPLP”.

Espaço de convergência

de interesses

Em representação do secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, o director da Acção Cultural e Língua Portuguesa da CPLP, João Ima-Panzo, revelou que é um propósito fazer com que a CPLP seja vista cada vez mais como um espaço de convergência de interesses partilhados  entre os Estados-membros, contribuindo para a criação de soluções fase às necessidades e desafios em sectores-chaves no domínio da Educação.

João Ima-Panzo, que interveio na sessão de abertura da XII Reunião, enalteceu as acções desenvolvidas no âmbito do Eixo de Educação em Situação de Emergência na CPLP, que se desenvolve numa parceria entre a CPLP e o BIE-UNESCO (Bureau Internacional da Educação da UNESCO), que resultou numa proposta de projecto sobre a Educação em Contexto de Emergência na CPLP e que pode permitir,  caso seja concretizado, o reforço das capacidades institucionais dos Estados-membros da organização, no âmbito da gestão dos currículos e da formação de professores em situação de emergência.

O representante enalteceu o papel que Angola, na qualidade de presidente em exercício da CPLP, tem vindo a desempenhar para que muitos dos objectivos comuns no domínio da Educação sejam alcançados durante o seu mandato.

  Mensagem da UNESCO

Em mensagem gravada em vídeo, a subdirectora-geral da UNESCO, Stefania Giannini, assegurou que a  organização está comprometida em criar e colaborar com a CPLP para fortalecer as suas ambições e assegurar que todos desfrutem do direito à Educação.

Stefania Giannini enfatizou que a cooperação na Educação é essencial, cujo sucesso depende da capacidade de ir além do sector, com uma abordagem completa, envolvendo todas as partes interessadas, da sociedade, promovendo e criando o novo ecossistema de Educação, no qual a tecnologia digital deve desempenhar um papel preponderante.

“Precisamos de uma educação que enfatiza a colaboração e solidariedade e que possa preparar os estudantes para a vida, trabalho e liderança, começando na iniciação até à vida adulta”, referiu.

Stefania Giannini enalteceu, com satisfação, os progressos feitos na comunidade, durante a presidência angolana, incluindo a implementação e partilha de melhores práticas conjuntas nas escolas e a formação de professores do ensino primário.

Fonte: Jornal de Angola

Angola dá passos significativos e eficazes no combate à corrupção

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O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, considerou, ontem, em Luanda, que Angola tem estado a dar passos significativos e eficazes no combate à corrupção, com a implementação de reformas e fortalecimento dos poderes das instituições existentes e a criação de novos serviços dedicados ao combate a este mal.

O governante, que discursava na cerimónia de abertura da Conferência sobre o Combate à Corrupção, que reúne, na capital angolana, os países membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), para a discussão à volta do tema, acrescentou que o Presidente da República continua a fazer do combate à corrupção um dos desafios fundamentais da sua governação.

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, que representou o Chefe de Estado, João Lourenço, na abertura do encontro, disse, igualmente, que se deu início a reformas profundas tanto no plano governativo, quanto na dimensão legislativa, bem como foram operadas reformas de natureza organizativo-institucional com esta finalidade.

Lembrou que a corrupção é uma das principais causas de impedimento ao desenvolvimento das sociedades.

“A corrupção cria dificuldades onde não existe, complica a vida do cidadão e das instituições, gera burocracia, provoca ineficácia dos serviços públicos e prejudica o colectivo e o bem- comum”, denunciou.

Marcy Lopes garantiu que o Estado angolano vai continuar a dar passos no sentido de tornar o combate à corrupção um assunto de natureza nacional e com o envolvimento de toda a sociedade.

Prova disso, referiu, é o facto de ter decorrido, em todo o país, no período de 18 de Abril a 18 de Maio, a apresentação do Projecto de Estratégia Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção (ENAPREC) e a correspondente consulta pública.

Com a aprovação da ENAPREC, informou, pretende-se alcançar vários resultados, dos quais a redução dos índices de corrupção por via da promoção da integridade, da transparência e da melhoria da prestação de serviços nos sectores público e privado, a transparência na gestão da coisa pública e o envolvimento dos cidadãos na prevenção e repressão da corrupção.

O ministro sublinhou que o combate à corrupção não deve ser entendido como algo exclusivo e orientado para os titulares de cargos políticos de alta responsabilidade, mas ter âmbito alargado para alcançar tanto o topo quanto a base dos serviços públicos.

Plano Nacional Estratégico conhecido nos próximos dias


A Procuradoria-Geral da República vai, nos próximos dias, tornar público o Plano Nacional Estratégico de Combate à Corrupção, a vigorar no próximo ano, informou, ontem, em Luanda, a procuradora-geral adjunta da República, Inocência Pinto.

Em declarações à imprensa, depois de participar na cerimónia formal de abertura do Segmento de Alto Nível da Conferência sobre o Combate à Corrupção, a procuradora-geral adjunta da República fez saber que o Plano Estratégico de Combate à Corrupção se enquadra no relatório do quinquénio, em que foram orientados a coordenar os trabalhos relativos à elaboração da Estratégia Nacional de Prevenção e Repressão da Corrupção, que está na fase de auscultação pública.

Inocência Pinto disse que a instituição tem estado a trabalhar no sentido de cada vez mais mitigar este fenómeno no país.

A magistrada acrescentou que a realidade do país mostra que durante muito tempo não se tinha criminalizado a corrupção, no sector privado, sendo somente combatida no sector público.

Contudo, afirmou que, actualmente, a realidade é outra, com um novo Código Penal que criminaliza a corrupção no sector privado. “Estamos a trabalhar para levar avante investigações para que os culpados por estas práticas sejam efectivamente condenados”, referiu.

UA e ONU falam de atraso para o desenvolvimento

O vice-presidente do Conselho Consultivo da União Africana sobre Combate à Corrupção, Pascal Joaquim, considerou a corrupção como uma das causas do não desenvolvimento das sociedades, em particular de África.

Ao discursar na cerimónia formal de abertura da conferência, que reúne decisores nacionais e políticos, assim como representantes de alto nível da região da SADC, o também delegado da União Africana avançou que a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção destaca a cooperação internacional como uma das finalidades primárias na luta contra este mal, bem como a Convenção da União Africana sobre a Prevenção e o Combate à Corrupção.

Por sua vez, a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Zahira Virani, referiu que a União Africana estima que 25 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de África é perdido devido à corrupção.

“Isso significa que cada dólar perdido com a corrupção é um dólar que poderia ter sido investido no desenvolvimento dos países, na qualidade de vida das pessoas, no acesso aos bens básicos da Educação, Saúde da comunidade e infra-estrutura que beneficiam as populações, em particular as mais vulneráveis”, adiantou.

Zahira Virani entende que se deve criar avanços na prevenção e no combate à corrupção para que se alcance o desenvolvimento equitativo dos países e para as populações.

A representante das Nações Unidas afirmou, ainda, que a corrupção representa uma ameaça significativa para a estabilidade dos países e a governação democrática.

Adiantou que a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção é o único instrumento anticorrupção juridicamente vinculativo como ferramenta eficaz e poderosa na luta comum dos países da SADC.

A dirigente reconheceu o apoio de Angola na promoção do combate à corrupção a nível regional. “Angola liderou as negociações sobre a resolução para o envolvimento da cooperação regional na implementação da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção durante a Conferência dos Estados partes, em 2021”, esclareceu.

Fonte: Jornal de Angola