Quarta-feira, Julho 10, 2024

Ataque do grupo Codeco mata 46 pessoas na RDC

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Um total de 46 pessoas morreu num ataque de um grupo rebelde, o Codeco, contra um campo de deslocados no Nordeste da República Democrática do Congo (RDC) em Junho passado, confirmou ontem a Human Rights Watch (HRW).

“Atacar civis em campos para onde fogem da violência tornou-se a marca registada terrível da Codeco”, (sigla da Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo), disse Thomas Fessy, da Human Rights Watch, num comunicado citado pela AFP.

A organização de direitos humanos reviu assim o número inicialmente fornecido pelas autoridades congolesas, que um dia após a noite do ataque estimaram o número de mortos em 41. A Codeco atacou na manhã de 11 de Junho o campo de Lala, na província de Ituri, e matou 23 crianças, 13 mulheres e 10 homens, além de ferir outras oito pessoas, segundo os dados avançados ontem pela ONG.

Embora os próprios deslocados e os residentes da cidade vizinha de Lodinga tenham alertado o exército congolês e as tropas da missão de paz das Nações Unidas na RDC (MONUSCO) por telefone, estas não intervieram, denunciou a HRW.  “Estes campos devem ser refúgios seguros e não locais de abate”, sublinhou Fessy, apelando a que estas forças “façam cumprir o seu mandato de protecção para garantir que os deslocados estão seguros e protegidos”.

Tanto a MONUSCO, que alegou não ter o mínimo de dois veículos blindados necessários depois de um deles ter avariado, como o exército congolês, cujos soldados só entraram no campo depois de os atacantes se terem retirado, informaram a Human Rights Watch que iniciaram investigações sobre a reacção das suas tropas. A Codeco invadiu campos de deslocados noutras ocasiões, incluindo um num dos seus ataques mais mortais, que deixou pelo menos 62 mortos no campo de Plaine Savo (também em Ituri), em Fevereiro de 2022.

Alguns dos piores massacres cometidos por este grupo, que representa a comunidade Lendu, podem ter sido actos de represália contra a milícia Frente de Autodefesa Popular Ituri (FPAC-Zaire), que se descreve como um grupo de autodefesa para proteger a comunidade Hema contra os ataques do Codeco.

Fonte: Jornal de Angola

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