Segunda-feira, Abril 15, 2024

Somoil exorta parceiros ao reforço da segurança

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As empresas prestadoras de serviço ao sector petrolífero nacional foram exortadas a colocar em primeiro lugar a segurança e saúde do meio ambiente sob pena de verem os contratos cancelados ou negados.

A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração da Sociedade Petrolífera Angolana (Somoil), operadora do Bloco 2/05 e das Associações FS-FST, no Workshop sobre “Segurança com as Empreiteiras”.

Edson Santos disse que a sua empresa tem vindo, nos últimos tempos, a mostrar preocupação com a segurança no trabalho, pois sem a mesma, as entidades acarretariam enormes prejuízos ao se registarem determinados incidentes.

Segundo o responsável, os prejuízos que advêm de se negligenciar as regras de segurança, além os de fórum humano, que tem repercussões bastante adversas, devido à perda de um activo, existem ainda os de carácter económico-social e ambiental.

“A segurança no trabalho tem sido a nossa preocupação primária, pois 80 por cento das nossas operações são realizadas em locais onde existe população, sobretudo nas áreas de produção, daí a necessidade de se redobrar os níveis de protecção”, disse o gestor. Assegurou que a empresa tem trabalhado, nos últimos anos, na redução da emissão do carbono, nos incidentes com os incêndios e nas fugas de combustíveis nas suas operações, quer no offshore quer no onshore.

Edson Santos disse que no âmbito da transição energética, a empresa tem procurado ajustar-se às normais internacionais com a substituição dos equipamentos obsoletos para os mais modernos com vista a garantir o bem-estar físico dos colaboradores e ambiental do país.

“A nossa meta é reduzir a 20 por cento/ano os níveis de emissão dos gases na atmosfera” disse.

O gestor assegurou ao J A, que as empresas só vão conseguir financiamento se estiverem alinhadas com os padrões internacionais da transição energética. Lembrou que a Somoil está empenhada em operar de forma eficiente e promover a segurança, saúde e bem-estar como parte do seu esforço global para criar uma sociedade resiliente e sustentável.

Por seu turno, o director da Agencia Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), Guilherme Ventura, disse que insegurança no sector petrolífero tem acarretado danos financeiros incalculáveis para as economias e as próprias empresas.

“Além da perda do activo, as empresas incorrem aos danos ambientais e sobretudo a perda de reputação, por isso, as operadoras devem procurar cultivar a cultura de segurança da saúde e do meio ambiente”, disse o responsável.

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