Coreia do Sul e China pretendem manter exploração conjunta de gás natural

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A Coreia do Sul procura manter uma forte parceria económica com a China, a fim de responder conjuntamente às incertezas globais na cadeia de suprimento por meio de intercâmbios sólidos e cooperação entre os seus governos centrais e locais, bem como suas empresas. 

A consolidação é esperada. Para o efeito, os governos da China e da Coreia do Sul assinaram um memorando de entendimento (MoU) para cooperação nos domínios da cadeia de suprimentos e da revitalização dos seus projectos conjuntos no exterior, incluindo o apoio à exploração conjunta de gás natural na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

O MoU foi assinado durante a 17ª Reunião Coreia-China sobre Cooperação Económica, realizada virtualmente entre o ministro das Finanças da Coreia do Sul, Choo Kyung-ho, e He Lifeng, o ministro encarregado da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China. 

Os 2 países assinaram acordos para lançar e fortalecer 5 projectos de colaboração entre empresas chinesas e sul-coreanas em países terceiros, como é o caso do projecto de exploração de gás natural no campo Coral, na bacia do Rovuma, onde se estima existir uma reserva de 190 Bcf de gás natural. O campo Coral, que tem investimentos da estatal Korea Gas Corporation da Coreia do Sul e da petrolífera estatal chinesa China National Petroleum Corp, deve começar a produção gás natural em 2024. 

O consórcio responsável pelo projecto também integra a portuguesa Galp Energia SA e a petrolífera estatal moçambicana ENH, entre outros parceiros. Em Janeiro, o Instituto Nacional do Petróleo (INP) de Moçambique anunciou a chegada de uma plataforma flutuante de exploração e produção de gás natural liquefeito, fabricada na Coreia do Sul.

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