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Escoamento da produção agrícola vai estar mais facilitado no Uíge

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Um total de 31 viaturas pesadas será distribuído, a partir da primeira quinzena deste mês, pelo governo provincial do Uíge, para apoiar o escoamento dos produtos agrícolas aos centros de consumo.

Segundo António Hinda, um dos responsáveis do Gabinete Provincial da Agricultura, que anunciou o facto, no sábado, na vila do Bungo, na abertura da jornada da “Mulher Rural”, 20 destas viaturas já se encontram na província do Uíge e devem começar a ser distribuídas, mediante concurso público.

Afirmou que a iniciativa visa suprir as dificuldades que os camponeses enfrentam para o transporte da produção dos campos agrícolas para os locais de venda. Os meios deverão ser entregues a pessoas singulares que se vão encarregar de transportar a produção dos camponeses, mediante pagamento de fretes, disse, garantindo que a entrada dos camiões ao serviço do escoamento da produção vai estimular e aumentar a actividade agrícola na região.

Desencorajou os futuros utentes a evitarem o uso destas viaturas para outras finalidades que não sejam a de escoamento de produtos do campo para as cidades.

“Temos verificado que muita gente que se beneficia de tractores desviam estes meios para o transporte de adobes, pedras, areia e outros inertes para a construção civil nas cidades”, disse, contrariando a finalidade por que foram distribuídos ou adquiridos

Membros de cooperativas presentes no encontro sugeriram que as viaturas fossem entregues ao colectivo de camponeses ao invés de pessoas singulares como tem sido de costume.

“Os camiões não deveriam ser mais entregues a aqueles que já possuem recursos financeiros avultados, os empresários do campo, mas deveriam ser direccionados às associações ou cooperativas”, sublinhou.

Para eles, as associações carecem de meios e sempre vêm as mesmas pessoas, que já têm dinheiro ou de capacidades financeiras, para eles mesmos compram tractores e camiões, a serem sempre os contemplados e exploram os camponeses.

As mulheres instaram às autoridades no sentido de lhes conceder apoios que permitam adquirir instrumentos para a lavoura e de sementes, manifestando que têm sustentado as suas actividades sem o auxílio das instituições públicas.

O responsável dissertou o  tema “Fundamentos para a criação de uma associação ou cooperativa agrícola”, no encontro em que participaram dezenas de mulheres.


Mulher rural  recebe incentivos  

O chefe do Gabinete Provincial da Juventude, Cultura e Juventude e Desportos, Domingos Manuel João, encorajou as mulheres que se dedicam à agricultura nas zonas rurais a continuar a produzir os alimentos do campo que disse serem as mais recomendáveis para a saúde humana.

O responsável que representou, o governador do Uíge, José Carvalho da Rocha, disse que as mulheres rurais oferecem ao mercado, todos os dias, alimentos, tendo exaltado a importância desta franja para a sociedade angolana.

Segundo garantiu, o governo provincial tem envidado muito esforço no sentido da valorização da mulher rural, muito dedicada à produção de alimentos, prestando os apoios em meios e sementes para o fortalecimento das actividades agrícolas e para a estabilidade das suas famílias.

Domingos Manuel João exortou, entretanto, os camponeses a organizarem-se em cooperativas de forma a atender mais interessados. “Quando os camponeses estiverem mais agrupados e estruturas mais pessoas beneficiam dos apoios”.  

Por sua vez, António Hinda, quando respondia às inquietações de apoio material das camponesas informou que as autoridades provinciais do Uíge estão a encorajar os camponeses a organizarem-se em associações e cooperativas agrícolas, um mecanismo que entendem poder facilitar a concepção de apoios técnicos assim como o fornecimentos de materiais e sementes, necessários à produtividade em grande escala.

As constantes ofertas e apoios técnicos prestados aos camponeses provaram que têm produzido efeitos insuficientes quanto aos resultados que deveriam ser esperados.

“A experiência da produtividade dos camponeses agrupados verificada em muitas localidades têm produzido bons resultados, contrariamente aos que resultam dos incentivos dados aos camponeses isolados”, disse.

Foi também incentivado a necessidade da legalização das associações ou das cooperativas para que estejam habilitadas a créditos disponíveis nos bancos.

“Desde que tenham documentos, os agricultores podem concorrer para os créditos bancários”, garantiu o técnico agrário.

Para ele, uma cooperativa organizada e legalizada facilmente obterá financiamento das instituições credoras como os bancos, reforçando daí o seu apelo para que as agremiações e os camponeses individuais legalizem as suas fazendas.


Agricultura no Bunga

A administradora municipal do Bunga confirmou, por sua vez, que a produção das cooperativas tem sido muito boa em termos de quantidade e qualidade, tendo informado que estes resultados positivos animaram a sua administração a antecipar, neste ano, a preparação de grandes extensões de terras para as mesmas.

Maria Filomena dos Anjos disse terem já lavrado cerca de 200 hectares de terras, aguardando apenas pelas chuvas para começarem a distribuir as sementes de milho e arroz assim como al-guns instrumentos agrícolas adquiridos pelo governo provincial para os camponeses organizados em associações ou cooperativas.

“Não teríamos atingido a muitas famílias caso preparássemos terras para cada pessoa”, disse considerando ser impossível serem alcançados resultados robustos com a actividade agrária de-senvolvida através do trabalho manual e individual.

No regime do empoderamento da mulher, adiantou, o município do Bungo controla 16 cafeicultoras, quatro criadoras de gado bovino, suíno, caprino, alevino e aves, assim como 10 artesãs e 117 porteiras tradicionais.

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