Sábado, Maio 25, 2024

Caso Lussaty: Tribunal de Comarca de Luanda retoma as audições

Date:

O Tribunal de Comarca de Luanda prossegue amanhã, no Centro de Convenções Talatona, com as audições a novas testemunhas arroladas no processo NR. 230/22, em que o major Pedro Lussaty é o principal réu, num total de 49 arguidos, acusados de 13 crimes, nomeadamente peculato, associação criminosa de forma continuada, recebimento indevido de vantagens, abuso de poder e participação económica em negócio.

O julgamento está na fase interrogatório, há mais de 15 dias, a 200 testemunhas, previamente solicitadas pelo Ministério Público, com o objectivo de confrontar as informações recolhidas no período de instrução processual, dentro do tempo de construção material da prova.

Desde o início das audições, o Ministério Público já ouviu o ex-secretário-geral para o Pessoal e Quadros da Casa de Segurança do Presidente da República, os comandantes das Brigadas Especiais de Desminagem e demais testemunhas. Assim, o processo de audições termina, a princípio, quando todas as testemunhas arroladas ao processo forem ouvidas, sendo que, a partir dessa altura, o tribunal pode considerar a recolha de provas, com base na confrontação, suficientes para dar seguimento a fase final do julgamento.

Numa das sessões, realizada a semana passada, a representante do Ministério Público explicou que as 200 testemunhas deverão fazer depoimentos em tribunal para dar sustentabilidade a determinados factos que ocorreram, eventualmente no cometimento dos crimes que são acusados os 49 réus no caso Lussaty.

O principal arguido desse esquema fraudulento, envolve militares da Casa de Segurança do Presidente da República e teve início no passado mês de Junho. O major Pedro Lussaty é tido como o chefe do grupo, que em posse tinha milhões de dólares, euros e kwanzas guardados em malas e caixotes, sendo, igualmente, proprietário de mais de uma dezena de viaturas.

O Tribunal de Comarca de Luanda ouviu, o ex-secretário-geral para o Pessoal e Quadros da Casa de Segurança do Presidente da República, tenente-general Angelino Domingos Vieira, a pedido do Ministério Público, para cruzar informações sobre a entrada e saída de efectivos, e tentar ligar, assim, eventuais pontas soltas constantes no caso em julgamento.

O Ministério Público quis saber, em detalhe, as formas de controlo do efectivo nas unidades da Casa de Segurança para, confrontar as informações com os depoimentos anteriores recolhidos durante a fase de instrução processual, pelo que Angelino Domingos Vieira respondeu, em tom pouco adequado ao questionamento, sublinhando que “o controlo era feito de forma física, em parada, e medi-ante outros meios de natureza militar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_imgspot_img

Popular

Publicações Relacionado
Relacionado

China e Noruega pretendem reforçar a cooperação parlamentar com Angola

A presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, recebeu, quarta-feira, em Luanda, em audiências separadas, os embaixadores da China, Zhang Bin, e da Noruega, Bjornar Dahl Hotvedt, com os quais abordou o plano de cooperação entre os parlamentos.

Proposta de Lei da Actividade Mineira Ilegal é aprovada amanhã

A Proposta de Lei sobre a Actividade Mineira Ilegal volta, amanhã, a ser debatida na Assembleia Nacional para a sua aprovação na especialidade, para que medidas sejam tomadas contra todos os tipos de crimes aos recursos mineirais existentes em Angola.

Mining eventos partilha os progressos das etapas da cadeia de valores na 3º edição do Valentine`s Diamond Show

A Bumbar Mining orgulhosamente apresenta a terceira edição do Valentine’s Diamond Show, no dia 23 de Fevereiro de 2024, pelas 18h a 22h30, no Hotel Diamante em Luanda, um evento que visa promover e destacar os avanços da indústria diamantífera angolana.

Ataque do grupo Codeco mata 46 pessoas na RDC

Um total de 46 pessoas morreu num ataque de um grupo rebelde, o Codeco, contra um campo de deslocados no Nordeste da República Democrática do Congo (RDC) em Junho passado, confirmou ontem a Human Rights Watch (HRW).