sábado, dezembro 3, 2022

Angola e Turquia reeditam final no Mundial de futebol

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As selecções de Angola e da Turquia reeditam, amanhã, às 18h00, a final da edição passada do Campeonato do Mundo no Estádio do Galatasaray Nef, na cidade de Istambul, num desafio aguardado com bastante expectativa, prometendo um despique renhido os combinados.

O conjunto angolano,  para chegar à final, venceu, sexta-feira(7), a selecção do Haiti, por 4-2, em partida equilibrante durante o tempo regulamentar, realizada no campo.

Os campeões mundiais iniciaram melhor o desafio e aos 10 minutos, numa jogada de ataque, João das Dores Chiquete inaugurou o marcador, após uma assistência do avançado Heno Guilherme. Depois do tento, os angolanos “adormeceram” e permitiram a igualdade, aos 16 minutos, através de Charles Saivola, com largas culpas para o sector defensivo por falta de comunicação.

Com o empate, o jogo mudou de velocidade e a Selecção Nacional chegou ao segundo golo na sequência de uma grande penalidade. Hilário Cufula, chamado a cobrar, fê-lo com mestria, aos 27 minutos. Antes, na sequência de um novo erro do sector defensivo, o Haiti, por intermédio de John Spinoza (24’), desfez a igualdade no marcador.

 Na segunda parte, a Selecção Nacional, com melhores pergaminhos, aumentou a vantagem através de José Candeeiro (31’).  Luas Fungula “Nacho” sentenciou, com um tento de belo efeito, o resultado final do jogo. Foi uma partida “electrizante” com duas selecções candidatas ao título em confronto.

Com este triunfo, os angolanos desforraram-se da derrota da edição passada, disputada na cidade de Guadalajara, onde os campeões mundiais perderam na fase de grupos, com o Haiti, por 1-2, no México. 

Noutro desafio das meias-finais, a Turquia suou bastante para vencer o Uzbequistão, por 1-0, em Istambul.

 Domingo, antes da final, está agendado, às 16h00, no mesmo local desportivo, o desafio entre Haiti e Uzbequistão, para a definição da terceira posição da competição.

Treino de recuperação

 Os campeões mundiais cumprem, hoje, às 16h00, uma sessão de treino ligeira para a recuperação da condição física do grupo, nas instalações da TFF, em Riva. Depois, os atletas vão ensaiar todos os processos e princípios de jogo com intenção de ultrapassar os turcos.

 Para as qualificativas do 17º ao 24º lugar, a Libéria, vice-campeã africana, venceu, ontem, a Irlanda, por 6-3. Noutro desafio, a França derrotou o Iraque, por 3-1. Ainda amanhã, os liberianos e franceses decidem, às 10h00, a 17ª posição do Mundial. Já o Iraque e a Irlanda defrontam-se para a definição do 19º posto da tabela classificativa. 

Pausa na prova

 A competição regista, hoje, o segundo interregno para a recuperação da condição física dos atletas, reatando amanhã com os desafios das qualificativas do 5º até ao 23º lugar. Os jogos da fase de grupos iniciaram no dia 30 de Setembro, ininterruptamente, e encerraram na segunda-feira, com as partidas da terceira e última jornada das seis séries.

 Treinador admite ansiedade para erguer o troféu

Cheto Baptista, treinador da Selecção Nacional de futebol para amputados, avançou, ontem, em declarações à imprensa, que os jogadores e equipa técnica estão ansiosos para erguer o troféu mundial, pela segunda vez, amanhã, às 18h00, na final da XVII edição do campeonato, no Estádio do Galatasaray Nef, na cidade de Istambul, na Turquia. 

“Estamos com ansiedade de revalidar o título, se Deus permitir. O penúltimo objectivo do grupo, que era de chegar à final, foi concluído”, disse o seleccionador, após o triunfo diante do Haiti, em jogo referente às meias-finais.

Cheto Baptista reconheceu que foi uma partida frente a um candidato ao título.

“Foi um jogo bastante difícil, porque era, também, uma das candidatas ao título. O Haiti veio com a lição bem estudada para contrariar as ambições dos angolanos, mas, felizmente, a vitória saiu para o nosso lado”,  destacou, bastante emocionado,  o treinador no final do desafio.

O objectivo do adversário, disse, era o afastamento dos angolanos da final da competição. “Não foi fácil. As 24 selecções presentes, nesta prova, vieram bem preparadas com intuito de lutarem pelo título e destronarem Angola”, realçando que o sonho de estar na final ficou,  diante de um adversário forte, resolvido, segundo o Jornal dos Desportos de Angola

“É um sonho estar na final, um desejo e Deus quis assim. Deus preparou-nos para atingir este objectivo e foi a razão de lagrimar um pouco”, confessou Cheto Baptista, que não deixou de reconhecer, também, a qualidade do adversário.

“O Haiti tem um conjunto forte. Mas trabalhamos, durante três meses, para ultrapassarmos os adversários”, finalizou.

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