sábado, dezembro 3, 2022

Angola deve considerar a exploração de novos minerais

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Angola deve considerar a exploração de novos minerais para poder responder à transformação energética defenderam, esta quarta-feira, 27, especialistas e responsáveis do sector no 2º Fórum Banca e Mineração, que decorreu em Luanda, sob o tema “Diversificação mineira: respostas do Sector Bancário para o seu financiamento e alavancagem”.

O evento, aberto pelo Director Nacional de Recursos Minerais do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás , André Buta Neto, foi marcado pelo lançamento, pela consultora internacional Price Water Cooper, dos resultados do seu estudo realizado no mês de junho do corrente ano de 2022, intitulado “Global Mine Report 2022”.

O responsável que falava no 2.º Fórum de Banca & Mineração, organizado pela Bumbar Mining, disse ainda que o país possui 36 dos 51 minerais críticos a nível mundial, dos quais alguns prestes a entrar em fase de produção.

Para Neto, os minerais críticos são assim classificados em função da sua localização geológica restrita, alta relevância para a indústria e riscos de abastecimento, sendo alguns deles considerados essenciais na transição energética.

“Este encontro é uma oportunidade da Banca Angolana conhecer mais sobre o potencial de oportunidades do nosso País e o investimento público já realizado através das acções do Governo no Sector Mineiro”, disse o director André Buta Neto.

Angola é um país mineiro que procura aumentar a sua capacidade de exploração de recursos minerais como pedras preciosas, ouro, rochas ornamentais, calcário, recursos minerais para a construção civil, areia siliciosa, argila, metais ferrosos, fosfatos e manganês, elementos de terras raras, entre outros.

“As oportunidades estão aqui. Precisamos de uma banca mais ambiciosa”, afirmou Mankenda Ambroise consultor do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, a quem coube apresentar as oportunidades do Sector Mineiro.

“Tivemos uma intervenção da banca muito reduzida, porque faltaram mais intervenientes, mas os poucos que cá estiveram deram o seu contributo. Os problemas estão identificados, mas precisamos nos sentar em grupos mais restritos e definir as políticas e desdobrar todos aqueles entraves que existem para que aja facilitação no processo de cedência de financiamento”. Declarou o director técnico da Kimpwanza Recursos Minerais, Helder Feliciano
Raul, ao mostrar a sua preocupação com a reduzida intervenção da banca. Helder Raul, observando que o sector mineiro não tem tido oportunidades de financiamento, aconselhou a banca a buscar mais conhecimento do sector mineiro.

“A banca precisa conhecer mais o sector mineiro, ela já tem estado no sector da agricultura e eventual sector da indústria, mas no sector mineiro tem estado muito pouco. Busque mais conhecimento, procure mais as empresas mineiras faça as suas avaliações e os seus questionamentos ou enquadrem dentro das suas equipas técnicos de geologia e de minas para contribuírem no estropiamento de financiamento. Disse o responsável.

Para o representante do Banco de Negócios internacional (BNI), Herson Loth, existem situações que viabilizam o bom andar e boas intenções deste sector. Deve haver maior envolvência dos bancos desde que não aja muitos riscos. “Nenhum banco abre a porta para perder um negócio, para isso, é necessário que o sector mineiro entenda as situações que abalam os bancos, por exemplo, a situação do grande incumprimento que temos estado a viver nestes tempos com relação aos clientes”. Advertiu o bancário.

Loth disse ainda que o BNI está numa fase de reconstruir e voltar a trabalhar e a sensibilizar os clientes no sentido de cumprir com os seus compromissos. Se as empresas que querem trabalhar com os bancos apresentarem bons projectos com sustentabilidade que não vai acarretar muitos riscos para os bancos, então os bancos estão ali para trabalhar.

“Existem desafios que foram lançados neste fórum que a banca ainda não está bem estruturada neste sentido. Todas as ideias são bem-vindas, mas aquela que agregar maior valor é que será levada em consideração”. Declarou o funcionário O diretor Comercial do Banco Yetu, Carlos Pique, disse que o sector de mineração deve esperar um Banco Yetu muito presente e disponível para receber os projectos daquele sector, analisa-los e arranjar soluções para os seus potenciais clientes.

De acordo com a Bumbar Mining, a Banca Angolana pode contar com a experiência e parceria de consultores e bancos internacionais, entre as quais: BENDES (brasileira), Afreximbank, Africa Financial Corp, Society Generalle, Barkleys Bank, Standard Bank, USA Blackrock, Vanguard Group, State Street Corp., Dimensional Fund Advisors, Fidelity Investments, Capital Group Company, JPMorgan Chase & Co., Citigroup Inc., HDFC Asset Management, Geode Capital Management e o Bank of New York Mellon, a indiana Adani, Gautam S., a chinesa Shaanxi Coal & Chemical, bem como as bolsas TSX Toronto, TSX Venture e a Austrália (ASX).

O 2º Fórum Banca & Mineração é uma das plataformas anuais de aproximação entre os Sectores Financeiro e Mineiro para viabilizar as expectativas de exploração sustentável de todo um País. Teve a presença de mais de 70% dos bancos locais, empresas, associações mineiras e a academia.

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