Início Banca Valorização do Kwanza e recuperação económica levam à queda da dívida

Valorização do Kwanza e recuperação económica levam à queda da dívida

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A secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América, Janet Yellen, expressou, em Washington, optimismo com os resultados das Reformas que têm sido implementadas em Angola.

Janet Yellen assegurou à ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, a cooperação do Governo norte-americano no processo de melhoria do desempenho das Finanças Públicas, na estabilidade dos indicadores macroeconómicos e em todo o processo de diversificação da economia em curso.

Segundo fonte do Ministério das Finanças, esta mensagem foi passada durante um jantar oferecido aos ministros das Finanças presentes às reuniões de Bretton Woods (Banco Mundial e FMI) se fez presente. A ministra Vera Daves de Sousa chefiou a missão angolana.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, projecta confiança às perspectivas financeiras dos EUA, ao mes-mo tempo em que promete vigilância na resposta aos “riscos no horizonte”.

Numa mensagem expressa à margem da reunião de líderes financeiros globais, em Washington, que discutiram a visão cada vez mais sombria da economia global, Janet Yellen assegurou aos delegados das diferentes missões presentes nas reuniões anuais de Bretton Woods (FMI e Banco Mundial), que os Estados Unidos seguem de perto a evolução do quadro económico mundial.

“A economia americana continua resiliente diante dos ventos contrários da economia global”, disse Yellen à margem das reuniões anuais desta semana do Fundo Monetário Internacional e de agência de em-préstimos, o Banco Mundial. Os riscos actuais levaram o FMI a reduzir as projecções para o crescimento económico global em 2023, com o crescimento económico mundial previsto para ser menor em quatro triliões de dólares até 2026. As projecções sombrias ocorrem quando os bancos centrais de todo o mundo aumentam as taxas de juros na esperança de domar a inflação crescente. O Federal Reserve dos EUA tem sido o mais agressivo ao usar os aumentos das taxas de juros como ferramenta de resfriamento da inflação.

Vitor Gaspar, director do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, disse que os líderes mundiais precisam “estar preparados para um mundo propenso a choques”.

Yellen, ex-presidente do Federal Reserve dos EUA, disse que o governo Biden está “comprometido em trabalhar com os parceiros para construir maior resiliência, nos Estados Unidos e globalmente, aos tipos de choques que se assiste”.

Financiamento ao sector privado

Angola e IFC reforçaram, em Washington, a cooperação, tendo a agricultura como foco. A delegação angolana integrada pela ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa; ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, e o governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, assim como pelo director da Constituência, Angola – Nigéria e África do Sul, Armando Manuel, realizou uma reunião com o director-geral da Corporação Financeira Internacional (IFC), Makhtar Diop.

Durante o encontro, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, que lidera a delegação angolana, reafirmou o papel central da diversificação da economia, um dos três pilares do Plano de Desenvolvimento Nacional, onde a agricultura ocupa uma posição de destaque.

Segundo Vera Daves de Sousa, é por essa razão que o país está interessado em trabalhar intensamente com o IFC para captação de investimento privado directo e para o financiamento de iniciativas locais.

Por sua vez, o ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, solicitou que nesse processo haja uma maior intervenção da MIGA, a maior agência multilateral de desenvolvimento do mundo, que conta com diferentes fontes de financiamento. A MIGA emite ga- rantias públicas para investimentos privados, o que dá maior conforto para o investidor e para o credor.

O IFC, braço de apoio ao sector privado do Banco Mundial, garantiu que está alinhada com a visão de desenvolvimento de Angola e que, igualmente, está mobilizada para apoiar o sector privado. Manifestou ainda o interesse em trabalhar com o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para o financiamento ao sector privado para a produção de grãos e as cadeias de valor, destaca o JA.

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