Quinta-feira, Setembro 28, 2023

Presidente João Lourenço insatisfeito com execução das obras do futuro Hospital Geral

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O Presidente João Lourenço mostrou-se, ontem, insatisfeito com o andamento das obras do futuro Hospital Geral Pedro Maria Tonha “Pedalé”, no Morro Bento, depois de uma visita de constatação de aproximadamente uma hora.

Em declarações à imprensa, no final de uma jornada de campo que o levou, também, às obras do futuro Centro de Ciência de Luanda (CCL), localizado na antiga fábrica de Sabão, ao Baleizão, João Lourenço disse ter ficado “insatisfeito” em função daquilo que constatou no local.

O Titular do Poder Executivo disse, ainda, ter sido tomado um conjunto de medidas para a correcção de algumas situações que vão conferir outro ritmo no andamento das obras.

Sem especificar que medidas foram tomadas, João Lourenço sublinhou que, por não ter saído muito satisfeito da visita daquele que será o Hospital Geral Pedro Maria Tonha “Pedalé”, chamou, de imediato, quem tinha que chamar e “tomámos um conjunto de medidas no sentido de corrigir algumas situações e acredito que, com isso, a obra vai conhecer outro ritmo de andamento”, afirmou.

A visita demorou pouco mais de trinta minutos.

O Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, cujas obras estão estimadas em mais de 100 milhões de dólares, surge no quadro da materialização do princípio do Executivo de ampliar a construção e a rede de hospitais públicos para garantir melhor assistência médica e medicamentosa à população.

O boletim informativo estampado numa das paredes da unidade hospitalar revela que a execução física das obras do edifício principal e de hemodiálise é de 74 por cento, enquanto a financeira é de 50,71 por cento.

Os trabalhos relativos aos Centros de Apoio Integrado e de Treinos mais o Heliporto contam com uma execução física de 34,86% e 32%, respectivamente, enquanto a realização financeira é de 49,86% e 26,38%.

O hospital está a ser edificado numa área de 32 mil metros quadrados. O edifício principal tem três pisos, num espaço de 29.062 metros quadrados, e inclui área de ensino e investigação, intervenções ligadas à Oftalmologia e Medicina Materno-Infantil.

As obras tiveram início em 2012. Foram suspensas em 2016 e retomadas em 2018, com a criação da Comissão Instaladora, em Outubro do mesmo ano. O Presidente da República já tinha visitado a obra em Dezembro de 2017 e em Fevereiro do ano passado.

Com uma capacidade instalada de 144 camas, o hospital comporta 36 gabinetes de consulta externa, 16 salas de exame, 36 poltronas de hemodiálise, duas salas de tratamento de Radioterapia e Radiocirurgia, Medicina Nuclear com um PET, uma gama-câmara e um micro-ciclotrão, duas salas de parto, Unidade de Cuidados Intermédios, com capacidade para 16 camas, cinco laboratórios, centro de formação em Cirurgia Robótica e dois aceleradores nucleares.

O Complexo Hospitalar está localizado no Morro Bento (Gamek à direita), Distrito Urbano da Maianga, no bairro “Inorad”. A unidade deverá constituir-se num dos centros para o transplante de órgãos, com todas as valências de um hospital geral, agregando serviços de Medicina, Pediatria, Ginecologia-Obstetrícia, Cirurgia e Laboratórios com várias competências.

Centro de Ciência é inaugurado em Dezembro

O futuro Centro de Ciência de Luanda foi o último local a ser visitado, ontem, pelo Presidente da República. No final, João Lourenço mostrou-se satisfeito com o que viu e ouviu e disse ter saído de lá “com um sorriso nos lábios”, pois recebeu garantias de que o empreendimento é inaugurado em Dezembro deste ano.

João Lourenço adiantou que o Centro, apesar de estar localizado em Luanda, vai servir todo o país. “Vamos entregar esta infra-estrutura aos cidadãos de Luanda e do país, de forma geral”, disse.

Sobre o estabelecimento, que terá uma área de 6.000 metros quadros de exposição, o Presidente da República disse tratar-se de um Centro que vai acabar por ser também de cultura. “A nossa juventude, sobretudo a estudantil, vai ganhar uma instituição de grande valia”, referiu.

Durante a visita de constatação, João Lourenço percorreu as diferentes alas que vão compor o Centro. Enquanto recebia explicações, colocava, igualmente, algumas questões sobre o funcionamento e serviços.

Questionado sobre o investimento do Centro, nomeadamente se o mesmo se justifica, tendo em conta a carência de quadros formados nesta área, o Presidente da República respondeu afirmativamente. A propósito, fez saber que serão recrutados quadros nacionais e estrangeiros para o perfeito funcionamento do Centro.

“O conhecimento é transmitido e as pessoas têm formação técnica, académica e de vários níveis (médio e superior), mas precisarão de formação, questão que já mereceu uma análise prévia das entidades competentes”, disse.

O Titular do Poder Executivo avançou, também, que a empresa a ser contratada nos próximos dias para fazer a gestão futura do Centro, começa a funcionar e a formar os quadros nacionais a partir deste mês de Junho. Serão seis meses de formação muito específica, de Junho a Dezembro. Os equipamentos, já adquiridos, vão servir de estudo para os quadros angolanos a serem recrutados.

“Todos os angolanos terão acesso ao Centro, sem discriminação. E ao nível das escolas haverá pequenas actividades de excursões para o Centro. Ao nível dos bairros vai se fazer um trabalho para se dar possibilidade para que quem estiver interessado possa ter acesso ao Centro de Ciências”, adiantou.

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança, disse que o Centro de Divulgação de Ciência não pode ser confundido com uma instituição de Ensino Superior ou uma instituição onde se realizam actividades de investigação científica.

O que vai acontecer no Centro, através da diversão, explicou, é que as pessoas terão a oportunidade de sentir os fenómenos de natureza científica, como por exemplo os princípios da física, com bolas de sabão, o corpo humano, entre outras experiências.

“Através deste processo divertido, as pessoas vão viver a ciência para aumentar a cultura científica da população, sejam elas crianças, jovens e idosos, sem importar o seu nível de informação”, considerou o Chefe de Estado.

Por seu turno, o director do Gabinete de Obras Especiais, Leonel Pinto da Cruz, salientou que a obra, avaliada em 10 mil milhões de kwanzas, foi iniciada em 2012 e teve duas fases. A primeira arrancou no quadro de uma linha de financiamento, mas surgiram diversos problemas relacionados com a fonte de financiamento, situação agravada com a crise económica, que obrigou a sua suspensão, entre 2014 e 2018.

Fonte: Jornal de Angola

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