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BCI prevê poupar mil milhões de kwanzas por mês

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O Banco de Comércio e Indústria (BCI) prevê poupar mil milhões de kwanzas, mensalmente, com a introdução das novas medidas de gestão, entre as quais a redução de balcões e de pessoal, além do corte em determinadas naturezas de despesas.

A informação foi avançada por uma fonte a que o Jornal de Economia & Finanças teve acesso, podendo ler-se mais sobre este processo na edição da próxima sexta-feira.

De acordo com a fonte, antes de passar para a esfera privada, o banco tinha prejuízos operacionais de 2,5 mil milhões de kwanzas, por mês.

Além do encerramento de agências, o BCI vai também encerrar alguns postos de trabalho, visando imprimir uma nova dinâmica na gestão da instituição.

Os dados que o jornal teve acesso apontam que, até a altura da passagem para a esfera privada, o banco contava com 112 agências em todo o território nacional. No entanto, com problemas de rentabilidade ao qual se acresce a sobreposição de colaboradores face ao volume de negócios e de clientes.

Os custos operacionais actuais do banco são superiores a capacidade do banco em gerar liquidez razão que se faz avançar com medidas mais profundas no quadro da reestruturação em curso.

Para os actuais gestores, para além dos 16,5 mil mi-lhões de kwanzas referentes à venda do Banco, é necessária a capitalização (muito superior ao valor da aquisição), que representa o custo efectivo da transacção e, neste contexto, é o valor que o Estado ganha com a privatização do banco.

Na longa lista das deficiências encontradas pelos novos gestores consta, igualmente, o sistema de contratação de colaboradores, que não era eficiente, gerando custos a instituição, adicionalmente existe ainda um conjunto significativo de deficiências ao nível da gestão corporativa da organização e na tomada de risco.

A fonte explicou ainda que o excesso de pessoas sem qualificações técnicas e profissionais para exercer as funções pelas quais são indicados,  gerou custos à instituição.

Actualmente, o banco conta com mais de 1000 funcionários e cerca de 60 por cento aderiu ao processo em curso de rescisão por mútuo acordo.

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